Foda-se o título!

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Há tempos construi minha armadura. Reluzente. Tanto, que apenas ela se vê, deixando o seu interior passar despercebido. Há tempos me escondi na putaria, cheia de sensações e vazia de sentimentos. Uma escolha natural para um mundo fútil, de valores distorcidos, onde não se é, mas se tem. Já não sonho mais com a minha vida de tigre, que nunca tive. Já não sonho mais com ela, que nunca virá. Já não sonho.

A vida não é esse parágrafo, a vida é putaria e, após um minuto de recaída, retomo-a ansioso. Ansioso pela segurança que só encontro nela, no seu absoluto nada. Vamos a ela!

Meu puteiro favorito. Bêbado. Minha puta favorita. Hidromassagem, chupada, punheta, etc, etc, etc. Sempre igual. Volto ao salão e sento numa das mesas onde várias putas conversam. Rio, riem. Uma delas eu não conheço ainda. “- Minha querida, vou chupar tua buceta!” “- Mas tu saiu de um programa agora…” “- E quem disse que eu preciso de programa para chupar uma buceta?” Segurei-a pela cintura, corpo perfeito, bundinha durinha, que apalpei enquanto afastava seu soutien de renda vermelho e expunha tetinhas magníficas. Muito boa puta. Bati de leve em cima da mesa e disse: “- Senta aqui e abre as pernas.” Era obediente a putinha. Puxei a calcinha para o lado e meti a boca na sua buceta, buscando o grelo com a língua. Lambi, suguei, etc, etc, etc. Sempre igual. Mais uma tulipa de chopp garganta abaixo, anestesiando a vida.

Sempre estive bêbado nos puteiros, justamente porque putaria é sempre igual. O que torna a putaria diferente é o sentimento. Daí, todas as vezes são diferentes, todos os toques são únicos, todos os gozos são estarrecedoramente religiosos. Sem o sentimento o que sobra são as sensações desprovidas de sentido. Sensações possíveis de serem descritas através de frias equações matemáticas e teorias físicas. O toque amoroso jamais poderia ser expresso pela matemática nem teorizado pela física. Elas capturam o sentido tátil, mas lhes escapa o sentido emocional. Este, para mim, é ilusão esquecida.

Uma ideia sobre “Foda-se o título!

  1. … ?© isso a?­, amigo.
    N??o h?? como descrever com perfei?§??o o que sentimos.
    N??o h?? foda igual, talvez alguns “flashs” de performance, mas a troca?
    Ah, a troca experimentada ?© ??nica, como s??o todas as pessoas.
    Sexo ?© tudo igual, dizem, mas cada um faz de um jeito com cada pessoa que fode.
    E ainda tem a influ??ncia do humor do dia, da quantidade de trago ingerida,
    da hist??ria de vida de cada um, do clima,
    do hor??scopo e sei l?? mais o que.

    Por isso experimentamos “o mesmo” sempre e cada vez mais.

    Beijos na pica.
    Fada

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